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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Donos de bares e restaurantes avaliam temporada em Santa Catarina, em pesquisa da Abrasel

Consulta da entidade destacou maior presença de estrangeiros e dificuldades, como a elevação dos custos do setor



Para os proprietários de bares e restaurantes de Santa Catarina a presença em maior número de turistas estrangeiros, principalmente argentinos, foi o principal fator para o sucesso desta temporada de verão. É o que aponta a segunda etapa da pesquisa realizada pela entidade que representa o setor no estado (Abrasel), realizada em 100 estabelecimentos de todo o litoral – a primeira ocorreu após as festas de fim de ano. Esta percepção foi idêntica tanto na consulta estadual quanto na Capital, onde 78% dos entrevistados detectaram este aumento. Enquanto 59% dos consultados apontaram um movimento bom entre dezembro e o fim do Carnaval, 19% disseram ter sido excelente – em Florianópolis esta satisfação foi um pouco menor (15%).

De acordo com Evandro Cesar Santos, conselheiro da entidade, o câmbio favorável tornou o estado mais atrativo aos estrangeiros e também aos brasileiros, que optaram por viajar pelo país diante da alta do dólar. “Não é exagero dizer que a temporada foi salva pelos estrangeiros. Na mesma pesquisa realizada em 2015, tivemos 64% dos proprietários dizendo que foi um bom período, enquanto 11% acharam os meses de verão excelentes”, afirma, frisando que, mesmo com mais turistas nesta temporada, eles gastaram muito menos, com exceção dos visitantes de outros países. “Foram 37% dos entrevistados que acharam o poder aquisitivo dos clientes menor”, comenta.

Dificuldades- Mesmo com boa parte dos proprietários de bares e restaurantes registrando um bom momento, foram apontados entraves importantes, que, uma vez dirimidos, certamente fariam da temporada um sucesso bem maior. Tanto em todo a costa como em Florianópolis, os altos custos do setor foram responsáveis pela maioria das reclamações (27%). “A alta carga tributária e insumos cada vez mais caros é nosso principal problema”, concorda Santos. Outro fator negativo – recorrente em todas as pesquisas – é a falta de mobilidade, apontada por 22% do total de consultados. Os imbróglios envolvendo a balneabilidade das praias também apareceram com destaque. Enquanto na avaliação geral o problema foi apontado por 9% dos estabelecimentos, na Capital a percepção foi maior (15%).
Segundo a consulta, a grande maioria conseguiu contratar o número suficiente de colaboradores para a formação das equipes dos bares e restaurantes – 91% em todo o litoral e 97,5% em Florianópolis. “Estes dados indicam um preparo melhor, diante da menor contratação de temporários”, diz Santos. Para o restante do ano, metade dos proprietários tem uma expectativa de que será igual a 2015,
enquanto 27% têm previsão de melhora e 25% esperam por meses mais difíceis. Apesar disso, boa parte pretende realizar novos investimentos em 2016 – 38% em SC e 43% na capital Florianópolis. “Mesmo com o cenário econômico nada favorável, o otimismo é uma característica do setor e os empresários sabem que precisam estar sempre se renovando”, conclui Santos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ocupação hoteleira aumenta durante o Carnaval na Grande Florianópolis

A ocupação hoteleira registrada na Grande Florianópolis durante o feriadão de Carnaval teve pequeno aumento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Esta informação consta da pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da região (SHRBS), realizada em 56 estabelecimentos, que representam 12,5 mil leitos.

A média geral da taxa de ocupação foi de 80,9%, resultado considerado positivo por Tarcísio Schmitt, presidente da entidade. “No Carnaval tivemos um bom retorno, da mesma forma que ocorreu no Réveillon, quando houve uma ocupação melhor que no ano anterior. Essa era a tendência e se confirmou”, explica o presidente, ressaltando que a euforia das festas de momo e a presença de argentinos são fatores que contribuíram para este quadro. Ele destacou ainda que após o Carnaval é comum a queda na taxa de ocupação e que a crise econômica do país aponta para um ano difícil para as empresas do segmento.

RESUMO TAXA OCUPACIONAL
 Carnaval 2016 em comparativo com 2015


2015
2016
Variação
Praias
77,6%
85,0%
9,5%
Centro
76,6%
84,2%
9,9%
Continente

67,0%
71,6%
6,9%
Termais
83,2%
69,0%
-17,1%
Geral Ponderada
75,3%
80,9%
7,4%